Vai passando o carroceiro
na redoma imaculada
da humildade.
Seu olhar fita a capela,
o sino, o santo que vela
a cidade.
Eu queria ser-lhe a lágrima,
o gesto, o chapéu de palha
neste instante.
E tornar branca a paisagem
que me fiz como estiagem
tão constante.
Tudo segue seu destino
e o humilde peregrino
vai-se embora.
Só eu fico na clausura
de mim, à minha procura
noutro agora...
(Poema de Kalliane Amorim)
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