
Diante de mim
o mar se derrama
em longas palavras
de espumas, de além.
Os dedos do mar
são frias navalhas
que ao corte convidam,
são sonhos profanos
de estar e não ser.
Os mortos o mar
embala e me chama.
Ó mar, mar azul,
contido nas conchas,
eu te quero ser...
(Poema de Kalliane Amorim)
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